Este ano, meu ato de rebelião está recuperando minha alegria roubada

A perda que sofri é avassaladora. Eu derramei lágrimas sobre minha tristeza. Eu sofri para com, e cerca de meus amigos, amantes e família. Às vezes, individualmente. Às vezes no mesmo tempo.

Morte e derrota roubaram meu alegria. Eles nunca me deram a chance de me recuperar antes de atacar novamente. Às vezes, você não percebe que mesmo as menores baixas exigem luto. Perda de independência, perda de um sonho, ideia ou o que você pensava que sua vida deveria ter sido – tudo isso conta.

Este ano mudou meu foco de felicidade a ansiedade. A verdade é que essas emoções dominaram tanto a vida que me esqueci de quem ser.

Agora, eu escolho ser desafiador. Vou chutar, gritar, agarrar, arrastar, rolar, vomitar e bufar e soprar para voltar à vida. A alegria não é um estratagema para fingir felicidade. Não se trata de forçar um sorriso quando estou me sentindo miserável.

Recuperar minha alegria é redefinir os momentos difíceis que a vida me proporcionou. Talvez eu não possa controlar o resultado, mas posso controlar como sigo em frente.

“Deus, conceda-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que posso e sabedoria para saber a diferença.” – Reinhold Niebuhr

Meu ato de rebelião é desistir quando estiver pronto. É sobre aceitação. É sobre me permitir sofrer livremente, sobre lembrar memórias que trazem um sorriso ao meu rosto.

Vou me lembrar de como as pessoas que amei e perdi contribuíram para ser quem eu sou. Suas memórias, impacto e lições fazem parte da minha vida e renovam meu propósito para o futuro.

Alegria é meu ato de rebelião. Estou recuperando minha alegria roubada.

Eu criarei. Vou nascer uma nova vida em outras formas, me reinventar. Eu vou defender uma causa. Vou celebrar a vida apesar de como ela tentou vir para mim. Eu vou bater palmas de volta.

Alegria é meu ato de rebelião. Estou restaurando minha alegria roubada.

Eu amarei livremente. Eu percebo que haverá altos, baixos e humores rabugentos. Vou me permitir chorar, mas também vou me permitir ser consolada. Vou abster-me de julgar a mim mesmo. Haverá recaídas. Vou perdoar e me conceder perdão. Vou lembrar que cura não significa esquecer o passado; trata-se de moldar o futuro. Ainda posso honrar as memórias sem culpa e sofrimento.

Alegria é meu ato de rebelião. Estou recuperando a alegria roubada.

Vou ouvir canções de cura. Eu permito que os ritmos me balançem suavemente, me sacudam para acordar e me batam vivo. Eu vou dançar. Vou deixar meu peito, bunda e barriga de fora. Vou uivar e gritar. Procurarei alegria curiosamente em pequenos momentos. Vou procurá-lo onde quer que eu vá. Vou pegá-lo de volta com o mesmo vigor com que a vida o roubou de mim.

Este ano, meu ato de rebelião é, assumidamente, reivindicar minha alegria roubada.

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